Voto para deputado: entenda por que nem sempre vence o mais votado
Sistema proporcional considera os votos dos candidatos e das legendas para distribuir as cadeiras entre partidos e federações
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Nas eleições para deputado federal, estadual ou distrital, nem sempre os candidatos mais votados conquistam as vagas. Isso acontece porque a escolha segue o sistema proporcional, no qual o voto dado a um candidato também fortalece o partido ou a federação da qual ele faz parte.
Primeiro, calcula-se o quociente eleitoral: o total de votos válidos é dividido pelo número de cadeiras em disputa. Depois, chega-se ao quociente partidário, que indica quantas vagas cada partido ou federação conquistou conforme sua votação total.
Somente após essa distribuição são definidos os eleitos de cada chapa, seguindo a ordem de votação individual e as exigências mínimas estabelecidas pela legislação. As vagas não preenchidas inicialmente passam por novas rodadas de cálculo, conhecidas como distribuição das sobras.
Por isso, um candidato pode ter muitos votos e não se eleger, enquanto outro, com votação menor, conquista uma cadeira graças ao desempenho de seu partido ou federação. O voto não é transferido diretamente, mas entra na soma coletiva que determina a quantidade de vagas da chapa.
Antes de confirmar o voto, portanto, não basta analisar apenas o candidato. Também é importante verificar quem concorre pelo mesmo partido ou federação, porque seu voto pode ajudar a eleger alguém que você jamais escolheria diretamente.
Carlos Victor Costa
Jornalista
É jornalista com mais de 10 anos de atuação, cobrindo a área de política e economia. Com experiência em campanhas políticas. Graduado em jornalismo, pela Universidade Federal de Alagoas em 2014. Passou por veículos de comunicação como Correio de A...
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